O argumento cosmológico. Uma formulação simples do argumento é:
1. Tudo o que existe tem uma explicação para sua existência (tanto na necessidade de sua própria natureza como em uma causa exterior).
2. Se o universo tem uma explicação para a sua existência, esta explicação é Deus.
3. O universo existe.
4. Portanto, a explicação para a existência do universo é Deus.
O argumento cosmológico de kalam. Esta versão do argumento tem uma rica herança islâmica. Sua formulação é simples:
1. Tudo que tem um início tem uma causa.
2. O universo começou a existir.
3. Portanto, o universo tem uma causa.
O argumento teleológico. Mas o destaque na discussão está no recém descoberto extraordinário ajuste fino do cosmos para a vida. Este ajuste fino é de dois tipos. Primeiro, quando as leis da natureza são expressas como equações matemáticas, elas contém certas constantes, como a constante gravitacional. Os valores matemáticos dessas constantes não são determinados pelas leis da natureza. Segundo, existem certas quantidades arbitrárias que são apenas partes das condições iniciais do universo — por exemplo, a quantidade de entropia. Estas constantes e quantidades incidem em um conjunto extraordinariamente limitado de valores que permitem a vida. Se tais constantes e quantidades fossem alteradas por menos que a espessura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a vida seria destruído, e a vida não iria existir.
1. O ajuste fino do universo é resultado da necessidade física, ou da sorte ou do design.
2. Ele não é resultado da necessidade física e nem da sorte.
3. Portanto, ele é resultado do design.
O argumento moral. Um número de filósofos morais têm defendido a teoria ética do “comando divino”, que suporta diversos argumentos morais para a existência de Deus. Por exemplo:
1. Se Deus não existe, então valores morais e obrigações objetivos não existem.
2. Valores morais e obrigações objetivos existem.
3. Portanto, Deus existe.
O argumento ontológico. Deus, observa Anselmo, é por definição o maior ser concebível. Se você pudesse conceber algo maior do que Deus, então isso seria Deus. Portanto, Deus é o maior ser concebível, um ser maximamente grande. Então, como seria tal ser? Ele seria todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso, e iria existir em todo os mundos logicamente possíveis. Então pode-se argumentar:
1. É possível que um ser maximamente grande (Deus) exista.
2. Se é possível que um ser maximamente grande exista, então um ser maximamente grande existe em algum mundo possível.
3. Se um ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.
4. Se um ser maximamente grande existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no mundo real.
5. Portanto, um ser maximamente grande existe no mundo real.
6. Portanto, um ser maximamente grande existe.
7. Portanto, Deus existe.
Autor: Willan Lane Graig
Trecho do artigo ‘Deus não está morto ainda’ escrito em inglês para a Revista Christianity Today
Willian Lane Graig que é um filósofo, teólogo, historiador do Novo Testamento e apologista cristão norte americano. Atua como professor de Filosofia na Faculdade de Teologia Talbot da Universidade Biola em La Miranda, Califórnia
Tradução em português de Wagner Kaba: http://www.apologia.com.br/?p=79









